Sil Curiati é paulistana, amante do Rio,
ex-moradora de Miami, gosta mesmo é de viajar.
Curte comes e bebes, é nos jantares que dá em casa que ouve os maiores
absurdos publicados neste blog, e se inspira também.
Vive com música nos ouvidos e nos pés.
Um dia será dançarina e fará
propaganda nas horas vagas.
Vive sonhando acordada, como boa pisciana.
32 Carnavais, mais de 150 cidades no currículo.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
- Eeeeentra criatura!!!
Era assim que aquela senhora recebia seus clientes, distintos homens de negócio sério, que a buscavam com expectativa de ter seus problemas solucionados.
Se alguém desse brecha, ela contava da vida. Como perdeu o avô, por ter caído do cavalo e ele ter ido ajudá-la, ficando preso em uma cerca elétrica. Como a tia morreu de um susto que levou, quando viu a sobrinha pendurada de cabeça para baixo no lustre. Como sua mãe sofre de trombose desde sua gravidez. Tudo era culpa dela. Uma pessoa amarga, triste e culpada.
Não bastando a culpa que carregava pelos supostos males que havia causado na família, culpava o universo pelas suas mazelas. Conjuntivite? Andou muito em ônibus sujo. Infecção urinária? O papel higiênico deve estar contaminado. Coceira no braço? Alguém deve ter encostado a mão nela, sem ter lavado com gel antes.
E era como levava a vida, contaminando todos ao seu redor.
Até que uma colega de trabalho resolveu rebater. Em vez de ouvir toda a ladainha matinal, devolveu um "não estou com saco para seus devaneios e aqui é um local de trabalho, não tem espaço para reclamações desse tipo. Quer reclamar, sai de trás do balcão e entra na fila".
A cara da fulana foi de indignação. Nunca mais dirigiria a palavra àquela desbocada sem consideração. Como a "desbocada" era a única colega de trabalho, teve que aprender a se calar.
E foi assim que os dias passaram a amanhecer em paz.
Servido por Silvia C Planet
às 10:27 .
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